Catia Simionato

Você está preparado para a transição planetária?


Como vimos, o mundo não acabou ao final de 2012... no entanto, a transição planetária está aí para ninguém negar. Continuamos com a necessidade de transformação da consciência, sendo uma das ferramentas o jejum espiritual.


por Cátia Simionato

Muito já se falou a respeito da transição planetária, das profecias maias e das possíveis reviravoltas geológicas e astronômicas de 2012. Até filme-catástrofe Hollywood já fez e vendeu. O pessoal do meio místico/esotérico comenta muito sobre o assunto, e diferentes artigos, canalizados por espíritos avançados ou extraterrestres, circulam pela internet. Uns compram totalmente a ideia, outros são ridiculamente céticos, outros ainda se posicionam no popular “em cima do muro”, dizendo que “sim, o planeta e a humanidade vão se transformar à custa de sofrimento, mas se meditarmos muito, talvez nada aconteça”.

Minha opinião é que, como tudo no universo, nosso planeta e nossa humanidade são transitórios e efêmeros. Pois é, estrelas nascem e morrem todos os dias na imensidão infinita do cosmos, por que não o nosso planetinha azul e nossa humanidade que nem difere muito bem o moral do imoral? Que vamos nos transformar e que um dia vamos desaparecer, não tenho dúvida, mas a data e hora ainda ninguém previu, ou se previu, não pode garantir.

Se você soubesse, com certeza, que o mundo e a humanidade como se conhece, incluindo nosso sistema econômico e político, sofreriam mudanças fenomenais ou mesmo desapareceriam em breve, qual seria a sua atitude? Uma viagem pelo mundo? Uma reconciliação? Fazer tudo aquilo que nunca teve coragem de ousar? Comprar uma TV de última geração e assistir clássicos do cinema até o mundo acabar? Ou quem sabe procurar um guru e pedir um mantra para sua salvação?
Minha pergunta é: o que você quer, qual é o desejo da sua alma?

De qualquer maneira, acredito que, assim como eu, você buscaria sua felicidade. Aristóteles já dizia que seja lá o que o homem faça, ele apenas busca sua felicidade. No épico indiano Mahabharata, em um diálogo entre um deus e um homem sábio, o deus pergunta “o que é inevitável?”, e o homem sábio responde: “a felicidade”. Isso é tão certo e tão fascinante!

A questão é que no cotidiano, dia após dia, buscamos a nossa felicidade efêmera, aquela pequena felicidade de ter todas as contas pagas no final do mês e sobrar algum pro cinema, ou uma tarde no cabeleireiro, a vitória do time, a hora da novela, um encontro... Por que raramente buscamos uma felicidade relacionada a valores mais estáveis, como a capacidade de superar nossas emoções transitórias e olhar pra elas como testemunha? Como compreender melhor e viver nossa tarefa profissional sobre a Terra? Ou ter clareza e aceitação sobre nossos estados de saúde e doença e saber o aprendizado que isso traz?

Eu estou falando de mudança de consciência? Sim, é disso que estou falando, e afirmo que essa é a felicidade digna de se buscar, considerando a “transição planetária” ou não. Vamos chamar de transição da consciência.

As profecias maias falam que nessa época de transição planetária mais luz cósmica entra no planeta e o ser humano se afeta por ter luz em demasia, podendo sofrer transtornos psíquicos. Bem, com fim do mundo ou não, nunca houve tanto transtorno psíquico como hoje e até crianças bem pequenas fazem uso de psicotrópicos. Será que não é o momento de considerarmos uma transição da consciência e viver com mais paz e felicidade?

Tenho tido a alegria de encontrar, em meu caminho pela transição da consciência, alguns seres humanos que fizeram essa transição. Um deles é o Dr. Gabriel Cousens, médico e mestre espiritual do Tree of Life Rejuvenation Center, no Arizona, Estados Unidos. Dentre outros motivos, cheguei a ele porque em uma foto percebi algo diferente no seu olhar, ele via algo que eu não via, mas queria ver. O Dr. Cousens faz um programa para a saúde do corpo e da alma que ele chama de jejum espiritual. O programa consta de um processo de desintoxicação do corpo físico, prática de exercícios, meditação e ensinamentos para limpar o corpo e elevar a consciência. Dá certo. Em 7 dias você sente uma felicidade diferente, que não depende da resolução dos nossos pequenos dramas nem do conhecimento do dia do Juízo Final. De brinde, você ainda perde peso e ganha uma fisionomia de alguns anos a menos.

Um livro maravilhoso sobre o jejum espiritual é o Evangelho Essênio da Paz, de Edmond Szekely, Editora Pensamento. No livro 1 é descrito como o mestre Jesus operava milagres nos doentes e desvalidos, ensinando aos ignorantes como purificar o corpo através dos “anjos da mãe terrena”, o anjo do ar, o anjo da água e o anjo da luz do sol. Nosso corpo é como um vaso físico para o conteúdo espiritual, ou sua consciência. Jesus ensinava como limpar o vaso e então falava à consciência, e ela era vista através do corpo purificado, como a água límpida através do vaso de vidro. Nesse livro, por meio de parábolas e metáforas, Jesus explica como expulsar o “demônio” (no caso, parasitas e doenças) do corpo e permitir a presença dos anjos da mãe terrena e do pai celestial (a elevação da consciência).

A vida contemporânea, principalmente nas cidades, tornou-se o caminho da prisão da consciência a um estado padrão de mediocridade e ignorância. Trabalhamos muito para pagar pelo nosso modo de vida e pelo modelo do que significa sucesso. A oferta de consumo é gigantesca e é natural que nossa consciência pequenina e infantil se encante com as maravilhas da moda, da gastronomia, da tecnologia e do conforto. Então trabalhamos e vivemos sob condições de alto estresse para conseguir “viver bem” e dar a mesma “vida boa” aos nossos filhos. Daí não sobra muito tempo pra ouvir a voz interna do corpo e saber o que faz bem ou não, muito menos a voz interna mais coerente que diz que é preciso mais natureza, um pouco de exercício, meditação, paz. Além disso, nosso templo da alma, o corpo, vive em constante estado de intoxicação, pela alimentação contemporânea, nosso ar, nossa água, ou mesmo o estresse diário.

O jejum espiritual é uma pausa. Pausa para recuperação, reorganização e redirecionamento na rota da consciência. É como um “reset” no nosso computador mental-orgânico. Essa pausa dura pelo menos 7 dias: tempo para o corpo se reprogramar e a mente entrar em sintonia com o processo de transição da consciência.

A maioria das pessoas tem medo ou falta de conhecimento do jejum. Jejum significa abstinência de alguma coisa; no caso do jejum espiritual, abstinência do estilo de vida contemporâneo e dos alimentos tóxicos ao organismo. As pessoas têm medo de passar fome, de passar mal. Posso garantir que o maior mal é o medo. Eu mesma já passei pelo processo de jejum espiritual pelo menos umas 10 vezes, e já vi pelo menos 100 pessoas passando pelo mesmo. Alguns sentem fome por um ou dois dias, a grande maioria não. Alguns se sentem cansados e precisam dormir mais, a maioria sente mais disposição. Todos se sentem mais flexíveis física e mentalmente, e mais aptos à meditação, a partir do terceiro dia. Todos percebem nitidamente uma alteração na consciência para melhor e se sentem prontos para transformações na vida.

A rotina do jejum espiritual é estar em um ambiente de paz, em meio à natureza; nos abstemos das toxinas do dia a dia, bebendo água de boa qualidade, respirando ar de boa qualidade e nos alimentando de uma dieta líquida à base de clorofila. A clorofila é altamente desintoxicante e conduz altas doses de oxigênio às células. O corpo entra em processo de desintoxicação e conscientemente apoiamos o processo através de práticas de limpeza corporais diárias. Gradativamente vamos aumentando o tempo de meditação e contato com o que cada um entende como espiritual ou elevado. Exercícios de alongamento, comunhão com a natureza, leituras e aulas de textos que inspiram a elevação da consciência acontecem todos os dias. Parece simples e é simples. Eu já vi “milagres” ocorrerem nesse simples processo, alterações extremamente significativas em estados físicos e emocionais.

A transição planetária é um evento global, a humanidade precisa mudar, é urgente. A questão é que não adianta acreditar que algo externo vai acontecer, seja na forma de cataclismos ou descida dos anjos à Terra. O que está acontecendo é um processo interno, em cada um de nós. A consciência urge em mudar. Podemos escolher estarmos prontos pra isso.


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