Catia Simionato

Jejum Espiritual - O Elixir da Nutrição Espiritual


Retirado do livro Spiritual Nutrition, de autoria do Dr. Gabriel Cousens.


Jejum Espiritual é outra força poderosa na Nutrição Espiritual. Jejuar por pelo menos sete dias com sucos verdes, como fazemos em nossos Retiros de Jejum Espiritual no Instituto Tree of Life, é a mais poderosa maneira de dieta para se tornar um supercondutor para o Divino. Feito em um contexto espiritual completo, acalma os vrittis da mente, purifica os koshas, limpa os nadis e estabelece as pré-condições para o despertar da Kundalini. Em nossos Jejuns Espirituais há uma intensa experiência dos Seis Fundamentos, e toda a limpeza dos koshas é acelerado. Como resultado disso, aproximadamente 90% das pessoas que mergulham no elixir de elevado prana do Jejum Espiritual no Instituto Tree of Life passam pela experiência do despertar da Kundalini/Shekhinah. A Kundalini/Shekhinah requer uma energia prânica auto-suficiente para que a Graça de Shaktipat/S’micha l’shefa/Haniha desperte-a. Os Jejuns Espirituais são a quintessência do que a Nutrição Espiritual pode ser. Esta é a razão pela qual o Centro de Rejuvenescimento Tree of Life se tornou o que muitas pessoas consideram o principal centro de Jejum Espiritual no mundo.

O jejum, praticado como uma disciplina essencial para atingir o verdadeiro conhecimento, tem a sua história nas práticas espirituais em quase todas as religiões. Sócrates, Platão, os filósofos neoplatônicos e os estoicos, tais como Epiteto e Plotino, usavam o jejum para purificar o espírito, para melhor perceber a Verdade. Sócrates e Platão praticavam o jejum de dez dias. ¹ Pitágoras, o grande matemático, praticava jejuns de quarenta dias. ² O jejum é usado em religiões como no Judaísmo, Cristianismo, Hinduísmo, Islamismo e Budismo com diferentes variedades de propósitos – penitência, conciliação, um rito preparatório para iniciações e casamentos, lamentações, para desenvolver poderes mágicos, purificação, saúde, e desenvolvimento espiritual. Em Hebreu a palavra para jejum é tsoum. Ela significa a abstinência voluntária de comida com um propósito religioso. Esta é uma boa definição de Jejum Espiritual.

O jejum mais importante para os judeus é a abstinência de comida e água pelo dia designado pelo Torá como o Dia da Reconciliação (Yom Kippur). O jejum foi designado para a penitência dos pecados, e há jejuns de devoção designados para as segundas e quintas-feiras. Os jejuns foram feitos para agradar a Deus, afastar punições e buscar os favores de Deus. Os jejuns mais famosos na tradição judaica são os jejuns de quarenta dias de Moisés e de Elias. Daniel, o profeta, jejuou na preparação para receber as suas revelações. Ester e todo o povo Judeu, na Pérsia, jejuaram pelo livramento da destruição física. Dizem que Judite jejuou todos os dias de sua vida (Judite 8:6). Com exceção desses jejuns famosos, a maioria dos jejuns judeus foi prescrita como parte do cumprimento da Torá, até que os judeus alexandrinos desenvolveram a filosofia de que os desejos do corpo interferiam na espiritualidade e que o jejum ajudava a liberar energias mentais do nível material para o nível espiritual.

Os essênios, que eram ascetas esotéricos, e comunidades judaicas estudiosas que viviam próximo do Egito e Mar Morto e que foram os autores dos Pergaminhos do Mar Morto usavam o jejum como uma abordagem importante para purificar os seus corpos e aumentar a sua Comunhão com Deus. Dizem que o Profeta Elias fundou a comunidade dos essênios, no Monte Carmelo. O nome Essênio significa “aquele que espera Aquele que virá”. Eles eram profetas muito conhecidos e grandes curadores. Essênio também significa curador ou terapeuta, e seus membros eram muitas vezes chamados de therapeutae. Muitos deles viviam acima dos 120 anos ³. O grupo interno principal dos essênios jejuava por quarenta dias uma vez por ano. 4 Há relatos dizendo que Jesus foi educado em uma comunidade essênia no Egito, após escapar de Herodes, o Grande. Ele levou os ensinamentos do jejum para seus discípulos através de sua própria prática de jejum de quarenta dias, e outras referências ao jejum para purificação e cura do corpo e da alma. Ele ensinou no Evangelho Essênio da Paz Livro I que:

... a palavra e o poder de Deus não vos penetram porque todas as espécies de abominações têm sua morada em vosso corpo e em vosso espírito; pois o corpo é o templo do espírito e o espírito é o templo de Deus. Purificai, portanto, o templo para que o Senhor do templo o habite e ocupe um lugar digno nele.... Renovai-vos e jejuai. Pois em verdade vos digo, Satanás e suas pragas só podem ser expulsos pelo jejum e pela oração. [Também em Marcos 9:29] Vai e jejuai sozinho.... O Deus vivo verá e grande será vossa recompensa. E jejuai até que Belzebu e todos os seus espíritos maléficos vos deixem, e todos os anjos de nossa Mãe venham e vos sirvam [harmonia com a Natureza]. Pois em verdade vos digo, exceto que jejueis, vós nunca sereis livres do poder de Satã e todas as doenças que vêm de Satã. Jejuai e rezai fervorosamente, buscando o poder do Deus vivo para a vossa cura. 5

Dois séculos depois os primeiros cristãos praticaram várias formas de jejum, voluntárias e prescritas, sem uma forma definida ou regras. Os principais jejuns eram o jejum Pascal e os jejuns das quartas e sextas-feiras. De 200 a 500 d.C a prática do jejum vinha como disciplina eclesiástica. No processo de jejuns organizados, como no judaísmo, o jejum perdeu o seu caráter de prática voluntária, apesar de que em ambas as religiões a tradição do jejum voluntário foi trazida até os tempos modernos. Dizem que Baal Shem Tov, o mestre hassídico, jejuava durante a semana e comia apenas no Sabbath, durante um longo período de tempo. O mestre hassídico, rabino Nachman, jejuava de Sabbath a Sabbath até dezoito vezes por ano.6 De acordo com o Concílio II do Vaticano, a Igreja hoje em dia apenas exerce a autoridade eclesiástica sobre o jejum cerimonial. Ela encoraja o jejum voluntário como uma prática espiritual legítima, mas escolheu não exercer a autoridade sobre aspectos específicos das práticas de jejum individual. Há monges Cristãos que voluntariamente jejuam como uma prática espiritual, assim como na prática de Mateus, o Pobre, da Igreja Ortodoxa Copta (egípcia), assim como nas ordens monásticas dos Cistercienses, Carmelitas e Cartusianos.

No Hinduísmo o jejum é praticado com a ideia de União com Deus, assim como para satisfazer as prescrições religiosas. Os Upanishads, parte das escrituras sagradas da Índia, se referem ao jejum como um meio de União com Deus. No Hinduísmo o jejum é usado para penitência antes do casamento, antes de iniciações religiosas, para receber uma benção ou um favor de Deus, e nas luas novas e cheias. O uso do jejum na tradição hindu é similar à judaico-cristã, sendo considerada penitência, um tempo de lembrança e de honrar eventos importantes, e para o sacrifício e União com Deus.

Jejum para Estimular a Vida Espiritual

O jejum permite que nossos corpos físicos virem-se em direção à assimilação da energia prânica ao invés da energia bioquímica. Acelerando a purificação do corpo, ele permite ao corpo físico se tornar o melhor condutor da energia Kundalini. Isso melhora a alimentação dos chacras e corpos sutis, tornando mais fácil para o prana cósmico entrar no corpo e aumentar a possibilidade do despertar da Shakti Kundalini. Removendo as toxinas do sistema não apenas nos tornamos mais saudáveis, mas removemos bloqueios do corpo e, portanto, estimulamos o movimento de toda energia no sistema, assim como a força espiritualizante da Kundalini. Através de jejuns repetidos também nos tornamos canais mais limpos para assimilação da energia cósmica em nossos sistemas. Nós também aumentamos a nossa sensibilidade ao movimento da Kundalini. Quanto mais estamos em contato com a sensação da Força de Deus, mais fácil fica estar motivado para viver de maneira a continuar a estimular o seu desenvolvimento.

Apesar de ser formalmente definida como uma abstinência completa de alimento e água, o jejum, em um contexto maior, significa abster-se do que é tóxico para a mente, corpo e alma. Uma maneira de compreender isso é que o jejum é a eliminação das toxinas físicas, emocionais e mentais do nosso organismo, ao invés de simplesmente cortar ou parar a ingestão de alimentos. Jejuar para propósitos espirituais geralmente envolve algum grau de isolamento das responsabilidades mundanas. Pode significar silêncio completo e isolamento social durante o jejum, que pode ser uma grande revitalização para aqueles de nós que têm externalizado a sua energia. Gandhi costumava ter um dia de silêncio por semana. O jejum ajuda a manifestar um equilíbrio saudável do corpo, mente e espírito e, portanto, desperta o conhecimento do Deus interno como Amor.

Após os primeiros dias de jejum, nossos apetites geralmente diminuem, e o nosso apego pela comida diminui. Isto liberta a mente para pôr mais energia na consciência de nosso Ser Divino ao invés de nossos apetites. No jejum, a conexão íntima entre desejos corporais e instintivos é diminuída, permitindo-nos estar livres dos desejos físicos do corpo. Nesse estado de renúncia a mente está livre para se fundir a estados superiores de Comunhão com Deus. O jejum não é feito para fazer o corpo sofrer, pois na realidade prática o corpo também está se tornando mais saudável com o jejum. Ele é feito porque, até que alcancemos certo nível de Comunhão Espiritual, os desejos do complexo corpo-mente são frequentemente mais fortes do que o desejo de Comunhão com Deus. Quanto mais podemos ter a experiência da libertação desses desejos corporais na prática do jejum, mais fácil se torna manter essa liberdade em um estado de não-jejum. Jesus aludiu a esse poder quando disse, “este tipo não pode ser expulso por nada, a não ser oração e jejum” (Marcos 9:29). Mateus, o Pobre, um monge copta moderno que alcançou um alto grau de desenvolvimento espiritual, que atua como o pai espiritual no Monastério de São Macarius, no deserto de Scete, interpreta esta afirmação como significando que a oração e o jejum são capazes de expulsar Satã (toxinas, doenças e desejos do corpo) da carne. 7O jejum se torna uma maneira de renunciar à “atração da carne” e entrar na Iluminação do corpo total no êxtase da Comunhão com Deus, sentido em cada célula cintilante. Desta maneira, o jejum é um ato de Amor.

É bastante significativo que o primeiro ato de Jesus após o seu batismo foi iniciar o seu jejum de 40 dias no deserto sem alimento ou água. O ato do batismo concede plenitude ao espírito, e plenitude espiritual concede, através do jejum, vitória sobre nossos desejos corpóreos. Este é o ensinamento completo do jejum de quarenta dias de Jesus. Libertação dos desejos corpóreos e mundanos torna possível a fusão no contentamento, plenitude e amor da Comunhão com Deus. Esta sequência de batismo, plenitude do espírito, jejum, vitória sobre os nossos desejos corpóreos e Comunhão com Deus é modo de vida que Jesus ensinou com a sua própria prática de vida.

O ato de jejuar, especialmente o jejum de 40 dias, é um sacrifício místico do corpo. Combinado com a meditação, que em um nível é um sacrifício da mente, o jejum se torna um sacrifício místico do ego, do corpo e da mente. No Instituto Tree of Life, ensinamos o Jejum Espiritual como um processo místico de morte e renascimento. Este é o segredo do Jejum Espiritual. Nossos programas incluem sistemas de desintoxicação não invasivos, que minimizam as crises de desintoxicação e cura, ioga, duas meditações por dia, incluindo Shaktipat e Satsang diários, e um processo de Ponto Zero orientado de morte e renascimento místicos.

Há uma diferença significativa entre jejum e Jejum Espiritual. Apesar das pessoas perderem peso, se limparem e se purificarem, o Jejum Espiritual começa com uma intenção espiritual e termina com uma experiência mais profunda da Verdade de quem somos. Quando a mente se aquieta ficamos presentes e, através do silêncio, nos movemos em direção à Presença Divina. Desta forma começamos a acessar nosso corpo de Luz através do qual acessamos o nosso corpo cósmico – como a consciência do EU SOU AQUILO. Jesus disse, “aquele que perder a sua vida por minha causa a salvará” (Lucas 9:24). Em seu próprio jejum, Jesus sacrificou o seu corpo misticamente, e mostrou a sua disposição de fazer o seu sacrifício final na cruz. Seu sacrifício não foi involuntário. O seu valor foi que era uma oferenda livre para Deus, simbolizado pela oferenda de seu corpo aos seus discípulos com o pão e vinho como seu sangue. Através de seu jejum de 40 dias e a Última Ceia, ele foi voluntariamente crucificado, antes da oferenda final do seu ego-vontade completo para Deus.

A oferenda do ego no jejum requer que alcancemos o nível que Abraão alcançou quando levantou as suas mãos para sacrificar o seu filho Isaac ao comando de Deus. Era um sacrifício parcial, com apenas o levantar da mão, mas foi com intenção total. Assim como Abraão, não podemos oferecer nada além de nós mesmos quando jejuamos. Nenhum dinheiro, boas ações, ou palavras de renúncia serão substitutos. Ele requer largar o nosso complexo corpo-mente-ego. O Jejum Espiritual desta forma interna supera o ego e nos transforma no Divino. É o sacrifício místico do corpo, conforme exemplificado por Moisés, Elias e Jesus. Jejuar com esta compreensão nos leva a aceitar a morte do corpo físico e a superar o nosso medo da morte em si. Este é o significado do Jejum Espiritual. Não é para a nossa saúde, apesar de melhorá-la muito. É para completar o sacrifício do nosso apego ao ego. O Jejum Espiritual começa com um senso de Comunhão com Deus, e normalmente termina com um senso mais profundo desta Comunhão.

Jejum – A Maneira Suprema de Reativar a Expressão Genética de Rejuvenescimento

O jejum, e particularmente o Jejum Espiritual, diminui os estresses físicos do excesso de comida junto com os estresses emocionais, psicológicos, espirituais e ambientais, é uma ótima maneira de ativar os genes do rejuvenescimento. O jejum é uma forma acelerada de restrição calórica e os resultados que vemos estão completamente alinhados com as descobertas da pesquisa da restrição calórica do Dr. Spindler e as descobertas de outros pesquisadores (veja Capítulo 22). O primeiro insight do autor quanto a ativar a expressão genética de rejuvenescimento começou com as suas observações em 1988. Foi na transformação que viu nas pessoas durante os primeiros retiros de Jejum Espiritual. Agora ele vê isso sempre durante os retiros de Jejuns Espirituais transformadores de sete dias que ocorrem o ano todo no Centro de Rejuvenescimento Tree of Life, assim como em pessoas fazendo jejuns de 40 dias, e até jejuns longos de até 85 dias. O que ele observou foi que as pessoas tinham a experiência de um rejuvenescimento radical. Pessoas com casos sérios de pressão alta – em alguns casos alcançando 200 por 110 – conseguiam dentro de uma semana (apesar de que às vezes levava duas ou três semanas), sem medicação de pressão alta, retornar a uma pressão sanguínea normal. Após o jejum as pessoas pareciam aumentar ligeiramente a sua pressão sanguínea, de aproximadamente cinco pontos acima do que estavam durante o jejum, e se estabilizar nesse patamar. Como cientista, a curiosidade do autor foi despertada, e o resultado foi uma variedade de teorias para explicar porque isso ocorria. O autor viu que um grupo de pessoas foi capaz de começar a reverter significativamente processos tais como: doenças degenerativas crônicas, dor crônica, fadiga, depressão, ansiedade, distúrbios digestivos, e Síndrome X (veja Capítulo 27). Isso não acontece sempre nos jejuns de sete dias, mas parece ocorrer na maioria dos casos. Tem acontecido casos dramáticos, como uma pessoa que tinha sido hospitalizada por cinco anos em um famoso hospital mental de Boston, que chegou com uma “permissão de saída” do hospital, com um sobrepeso de quarenta quilos, letárgico e quase incapaz de andar cinquenta metros. Num período de três semanas, a sua depressão melhorou dramaticamente e ela tornou-se jovial, feliz e cheia de energia. Conforme os sintomas dela se dissolveram em seu ciclo de jejum de 70 dias ela se tornou extraordinariamente linda, saudável, a mulher jovem que ela sempre foi no fundo e não necessitou mais de nenhuma medicação psicotrópica. Este e outros exemplos geraram algumas questões muito interessantes. Uma forma de explicar estes resultados veio quando o Dr. Jeffrey Bland pessoalmente apresentou seu extraordinário livro, Genetic Nutritioneering (Nutriengenharia Genética), para o autor. No primeiro minuto ao olhar o livro tudo o que estava acontecendo se tornou óbvio para o autor: através do processo de jejum, as pessoas estavam ligando os seus genes de rejuvenescimento e reprogramando-os para um estágio anterior de suas expressões genéticas, recuperando a saúde. Tornou-se claro que não apenas o que comemos, mas também o que não comemos, fala com os nossos genes. Este avanço mudou a maneira como o autor pensa a respeito da cura e apoia este processo muito antigo que retrocede a 5000 anos.

 

A Fisiologia do Jejum

No nível físico do jejum há muitas técnicas e abordagens. O objetivo aqui é apresentar um quadro geral para compreensão do processo de jejum. A definição de jejum varia. Pode significar qualquer coisa, desde um jejum seco, que é a abstinência de toda comida e água, até o jejum de sucos frescos ou jejuar de comidas de um nível menos denso do que estávamos previamente comendo. Por exemplo, um jejum desse último tipo, para um comedor de carne, seria uma dieta vegetariana. Outra maneira de jejuar é se abster daquilo que é tóxico para o corpo e a mente, e, conseqüentemente, eliminar toxinas do sistema. A fisiologia do jejum favorece as células saudáveis. Outra definição de jejum inclui qualquer processo que inicia a autólise, durante a qual células, que funcionam mal, são destruídas, primeiras no processo de jejum, e depois os componentes celulares são decompostos e remetabolizados. Isto normalmente começa após três dias de jejum de água ou suco, que é o significado clássico do jejum, comparado a algo como um “jejum de espirulina”, ou outros tipos de jejuns de comidas. Estes não são realmente jejuns. Nós paramos de jejuar quando a eliminação de produtos desnecessários está completa, e a autólise acaba com as células não saudáveis e começa a destruir as células saudáveis. Este ponto é normalmente indicado pelo retorno do apetite, e o desaparecimento da camada branca na língua.

O funcionamento saudável do corpo começa se deteriorar quando o processo normal de regeneração, e construção celular, se torna mais lento do que a decomposição de células não saudáveis no corpo. Isto está normalmente conectado com o acúmulo de toxinas nos tecidos e células, até um ponto que interfere com a própria nutrição e reconstrução de células. A Doutrina Wendt, de excesso de ingestão de proteína, causando a doença de armazenamento de proteína, pelo bloqueio da membrana basal, é uma clara descrição de como isto funciona. Quando as membranas basais estão obstruídas, nutrientes, incluindo o oxigênio, não conseguem atravessar para as células, e produtos de eliminação não podem se difundir para fora das células, de volta para a corrente sangüínea capilar. O resultado é que as células começam a funcionar mal e a degenerar. Com o excesso de toxicidade e nutrientes insuficientes, o processo de crescimento de novas células diminui. Quando as células estão se degenerando mais rápido do que as novas células estão se regenerando, temos a experiência do envelhecimento e doença. Dizem que, em nossas nações industrializadas, muito mais pessoas morrem de excesso de nutrição do que por má nutrição. O jejum ajuda a limpar as membranas basais, para que os nutrientes possam começar a chegar às células, e um crescimento de células novas possa ser estimulado. As proteínas, das células decompostas, são remetabolizadas e usadas para construir novas células durante o jejum, assim mesmo, sem a ingestão de proteína exógena para construção celular, as células regeneram.

Durante um jejum, o sistema de eliminação do corpo – a pele, pulmões, fígado, rins, e intestinos – se torna mais ativo. Como o corpo não está gastando energia, digerindo e eliminando toxinas frescas no sistema, ele é capaz de direcionar toda a sua energia para a eliminação de toxinas acumuladas e produtos de eliminação. A liberação aumentada é normalmente evidenciada pelo mau hálito, odor corporal, urina escura, aumento da secreção mucosa, e conteúdo do intestino mal cheiroso. Por causa da energia extra, liberada pelo descanso do sistema digestivo, e por causa da desintoxicação e os minerais frescos obtidos do jejum de sucos, o jejum tem um efeito normalizante para o equilíbrio bioquímico e mineral nos tecidos, e é um tonificador do sistema nervoso.

O jejum é provavelmente o método de cura mais antigo conhecido. Ele é particularmente bom para reequilibrar problemas causados pelo excesso de comer. Em 1986, O Comitê de Monitoramento de Nutrição Conjunta do Congresso Americano relatou que 28% dos americanos (32 milhões), entre 25 e 74 anos, pesavam demais, incluindo 11,7 milhões que estavam seriamente acima do peso. Jejum, por esta única razão, já é importante. O jejum tem sido usado, através da história, para a cura. Grandes médicos como Hipócrates, Galeno e Paracelso o prescreviam. Nos Estados Unidos, por causa da influência da abordagem terapêutica, por drogas, para cura, e por causa de uma quebra básica, na nossa sociedade de alta tecnologia, com a compreensão dos processos simples da Natureza, o uso do jejum minguou. Isto tem sido menos verdadeiro na Europa. Na Suécia e na Alemanha há centenas de clínicas de jejum. No Sanatório Buchinger, em Bad Pyrmont, na Alemanha, onde o autor estudou, mais de 80.000 jejuns foram supervisionados. 8

Quando Jejuar e Não Jejuar

Jejum intencional, por breves períodos de tempo, como de sete a dez dias, é considerado completamente seguro por muitos especialistas em jejum. Em algumas experiências, em hospitais suecos com jejum, pacientes jejuavam até 55 dias sem nenhuma dificuldade. 9 Paavo Airola afirma que, jejum de água de até 40 dias, e um jejum de sucos de até 100 dias é geralmente considerado seguro por especialistas médicos, de jejum, na Europa.10 Jejuns terapêuticos, de 14 a 21 dias, são considerados comuns em clínicas de jejum européias.11

Se temos qualquer tipo de doença séria, ou doença aguda ou crônica, é altamente recomendado fazer um jejum, em conjunto com um profissional de saúde que seja conhecedor da ciência do jejum. Aqueles que têm uma constituição forte vata dosha (veja Capítulo 24), aqueles que são muito sensíveis a mudanças da vida, aqueles que perdem peso facilmente, e não conseguem recuperá-los facilmente, com doenças degenerativas, com as quais eles estejam sofrendo má nutrição ou emaciação extrema, ou aqueles com doenças que definham, provavelmente não deverão jejuar. Se as pessoas insistem no jejum, com estas condições, isto deverá ser feito sob a supervisão de um profissional de saúde experiente. Em geral, mulheres grávidas e lactentes, pessoas que não alcançaram maturidade física completa, e aqueles que estão cinco quilos ou mais abaixo do peso não deverão jejuar. Também não devemos jejuar se estamos operando maquinário pesado, realizando tarefas mecânicas perigosas, e até mesmo se temos que dirigir muito. Durante um jejum, nossas mentes e corpos se tornam mais calmos e lentos, o que pode afetar a segurança requerida por tais tarefas.

É melhor não parar um jejum no meio de uma crise de desintoxicação, mas gentilmente atravessarmos por ela ajudando todos os nossos sistemas de eliminação, com técnicas tais como, enema, escovação da pele, massagem no pé, para estimular os órgãos a eliminarem. É importante parar um jejum se uma condição mental ou extremamente nervosa se manifesta, ou a pessoa começa a entrar em um ciclo de altas febres. Estas são ocorrências não usuais.

Diretrizes Gerais para o Jejum

Um dos aspectos mais importantes do jejum é ativar todos os canais de eliminação para as toxinas que estão saindo do sistema. As seguintes diretrizes são sugeridas:

Faça um enema, pelo menos uma vez por dia. Algumas clínicas recomendam até três enemas separados por dia. Limpeza do cólon durante o jejum também é excelente.

Escove a pele, por três a cinco minutos, uma vez ou duas por dia, e, em seguida, tome um banho esfregando a pele para remover o excesso de células mortas e tirar mais toxinas do sistema.

Pegue bastante sol, e faça exercícios de respiração profunda para ajudar a desintoxicar a pele e os pulmões.

Faça exercícios moderados durante o jejum, para ajudar a ativar o sistema para eliminar toxinas. Isto pode incluir uma caminhada de 30 a 60 minutos, natação, dança sagrada, e 16 minutos por dia em uma cama elástica.

Pratique ioga, diariamente, para movimentar o sistema linfático, assim como um exercício geral.

Faça saunas curtas, para aumentar a transpiração, que ajuda o processo de desintoxicação.

Abstenha-se de atividade sexual, para conservar as energias de cura e regeneração.

Use essências florais e elixires de gema, durante o jejum, para ajudar a equilibrar e alinhar os corpos sutis e chacras, e para despertar os chacras. Estes podem aumentar a harmonia do complexo corpo-mente-espírito durante o jejum. Auto-cura, espada de prata, papaia, lótus, safira estrela, e quartzo parecem ser as melhores preparações. Auto-cura ajuda no processo natural de absorção do prana durante o jejum. A espada de prata alinha os corpos sutis e equilibra o chacra cardíaco. Papaia é excelente para o equilíbrio emocional e sexual, e nos permite entrar nos campos espirituais mais facilmente. Lótus estimula o alinhamento e o equilíbrio, em todos os níveis de nosso Ser, e é extraordinário para jejum e meditação. Safira estrela ativa todos os chacras, especialmente o coronário, e estimula especificamente a abertura espiritual durante o jejum. O quartzo remove pensamentos negativos, e cria a calma emocional.12,13,14 Os elixires de gema e essências florais da marca Pegasus Products são excelentes.

Beba elixir Tachyon, todos os dias, para dar apoio aos canais de eliminação do fígado e dos rins.

Raspe a língua, todos os dias, para remover as toxinas da língua.

É importante quebrar o jejum cuidadosamente e conscientemente. Durante o jejum, o sistema digestivo fechou, e deve ser recomeçado com cuidado. No final do jejum, o corpo absorve tudo muito mais facilmente, então o que recolocamos em nossos corpos deve ser o que realmente queremos para reconstruir nossos corpos. O fim do jejum é uma excelente oportunidade para nos reorganizarmos em torno de uma dieta de uma nova qualidade. A proporção de um dia de quebra de jejum, para cada três dias de jejum, é uma diretriz ampla, apesar de que o corpo de cada pessoa é diferente, e isso precisa ser individualizado. Devemos usar um mínimo de três dias para sair de uma dieta, que teve duração de sete a vinte e um dias. O autor recomenda quebrar o jejum, de manhã, com sucos cítricos para estimular o fluxo de sucos gástricos, e usar certas ervas, como gengibre e anis, para aumentar a velocidade do processo de eliminar gás tóxico do sistema, e ativar a válvula píbrica na parte de baixo do estômago. Acidófilos são úteis para repor a flora intestinal, que está exaurida por causa dos enemas. Trifala é útil para restaurar o movimento peristáltico do intestino.

Tipos de Jejum

O livro de Airola enfatiza a importâncias de sucos de vegetais e frutas, mais um caldo alcalinizante especial, como a melhor maneira de jejuar terapeuticamente e para o rejuvenescimento. Ele destaca que esta é a abordagem usada na Europa, em todas as clínicas de jejum. Kulvinskas é mais focado no jejum de água, para a purificação e transmutação do corpo. Ambos estão corretos. Há diferentes níveis e propósitos para jejuar. O conceito de diferentes níveis de jejum é também um reconhecimento de que jejuar, de maneira demasiadamente severa, aumenta a possibilidade de uma crise de cura mais desconfortável, das toxinas que são liberadas. Um jejum não necessariamente desintoxica completamente e cura o corpo. Usualmente, o processo de purificação requer anos. Como o objetivo da vida espiritual não é ver quão rapidamente desintoxicamos, escolher o jejum mais heróico primeiro, não é sempre a melhor coisa.

No instituto Tree of Life, usamos principalmente sucos verdes diluídos com água. Alguns, com permissão especial, podem fazer jejuns de água por breves períodos de tempo. Na preparação para um jejum de suco ou água, podemos praticar certos níveis de desintoxicação:

Nível 1: Aqueles que comem carne podem abster-se dela, por uma semana, duas vezes por ano.

Nível 2: Aqueles com dietas de carne vermelha podem jejuar três dias, uma vez por mês, ou duas vezes por ano por sete dias. Este jejum pode ser uma mistura de frutas, vegetais e sucos.

Nível 3: Aqueles que estão em uma dieta lactovegetariana podem seguir o mesmo padrão do nível 2. Mas usar apenas jejuns de sucos e vegetais.

Nível 4: Aqueles que estão em uma dieta vegetariana, e que estão usando o jejum como uma prática espiritual, podem seguir o padrão de quatro jejuns de sete a dez dias por ano. Estes jejuns devem ser feitos, primordialmente, com sucos de vegetais verdes. O Instituto não usa mais sucos de frutas, pois elas são agravantes demais para pessoas com hipoglicemia e cândida.

No nível 4 estamos entrando no uso do jejum, meditação, e reza como parte de um caminho espiritual, ao invés de simplesmente a manutenção fisiológica do corpo. É importante entender a diferença. É também importante se tornar consciente da possibilidade do nosso corpo se tornar puro demais, para nossa sociedade tóxica. Quanto mais limpas as membranas basais se tornam, mais sensível nos tornamos ao nosso ambiente poluído, pois as toxinas podem se mover diretamente através de nossos sistemas. Um pouco de muco no sistema, por exemplo, pode servir para nos proteger de estarmos tão vulneráveis à poluição. Se alcançarmos um ponto de pureza, em que nos tornamos vulneráveis demais, não seremos capazes de funcionar eficientemente, no plano físico, para servir à vontade de Deus neste planeta. O que se torna importante, conforme este equilíbrio é alcançado, é estabelecer uma dieta que mantenha o nível de pureza e integridade fisiológica, para que a prática do jejum, que em um nível físico é para compensar o excesso de comida e a toxicidade de nosso planeta, possa ser descontinuada gradualmente como uma ferramenta para a desintoxicação. Se não sobrecarregarmos o sistema, o corpo, em uma dieta correta mínima, pode se livrar de quase qualquer toxina e manter a boa saúde. Uma vez que esse equilíbrio foi alcançado, o Jejum Espiritual, ao invés de ser um jejum purificador, se torna a prática de jejum principal quando nos sentirmos atraídos a jejuar, como parte de nossa vida espiritual. O autor sente que, pelo menos dois jejuns espirituais por ano, por sete dias cada, é uma excelente abordagem de manutenção para o corpo, mente e alma.

Jejum Espiritual de 40 Dias

O Jejum Espiritual, de 40 dias, foi designado para incrementar a vida espiritual e transmutar o corpo. Apesar de que pessoas fazem jejuns terapêuticos desta duração, ou até mais longos, é em um contexto diferente e com um significado diferente. Quando Jesus, Elias, e Moisés jejuaram, por um mínimo de 40 dias, sem comida ou água, eles não estavam fazendo isto pelas suas saúdes físicas. Um foco predominava: Comunhão com Deus. Esta é a orientação do Jejum Espiritual de 40 dias. É neste jejum que podemos diretamente confrontar a morte, e então oferecer o nosso corpo, mente e ego a Deus. Os outros jejuns purificadores ajudam na preparação para este jejum. Mesmo assim, é melhor se preparar comendo apenas frutas e vegetais, por pelo menos uma semana, antes de jejuar, e fazer uma limpeza do cólon. O formato geral deste jejum pode ser tão extremo como um jejum seco, sem comida e água, apesar disto ser geralmente severo demais para a maioria das pessoas, em seu primeiro jejum de 40 dias. O autor recomenda iniciar o jejum com suco, e fazer uma transição para a água.

Nos primeiros vinte dias a maior parte da desintoxicação acorre- esta é a hora de colocar ênfase na desintoxicação física. Exercício moderado e amplo é bom. Na segunda parte dos 40 dias, exercício leve é recomendado. Durante este tempo, muitos grandes estados emocionais tóxicos são liberados, e é importante ser dirigido por alguém que é familiar com este tipo de Jejum Espiritual. Os últimos três a cinco dias do jejum são os mais críticos, pois o nosso estado está mais límpido, e as impressões absorvidas, nesta época, tornam-se profundamente impressas no sistema total corpo-mente. É melhor passar este tempo em isolamento total, preferivelmente na Natureza.

Com cada jejum de 40 dias, a parte com água do jejum se torna mais longa, e a parte do suco verde se torna mais curta. Dizem que muitos, do círculo interno dos Essênios, faziam um jejum de 40 dias por anos, acompanhado de muita meditação e a abstenção das atividades mundanas, para maximizar o foco em Deus. Após cinco anos de jejuns de 40 dias, e vivendo de frutas e vegetais, com muita meditação e outras práticas espirituais, dizem que 1 % dos essênios era capaz de jejuar do prana, assim como fizeram Jesus, Elias, e Moisés. 15 Viver de prana não é o nosso objetivo, mas há um ponto, pois pelo gradual processo de jejum espiritual e meditação, o corpo se transforma em um perfeito supercondutor do prana, de maneira que nenhuma outra forma de nutrição é necessária.

Fazer jejuns de suco e água, por 40 dias a cada ano, requer um acompanhante espiritual muito experiente, e muita experiência prévia com jejum. Deve ser feita com cuidadosa consideração. Para todos estes jejuns é mais seguro ter a supervisão de um profissional de saúde holístico experiente.

Experiência Pessoal com o Jejum Espiritual de 40 Dias

O Jejum Espiritual de 40 dias foi muito profundo para esta pessoa. Não havia nenhuma idéia específica do que era esperado do jejum, a não ser o aumento da Comunhão com o Amor Divino. Foi feito com algum grau de curiosidade, e um sentido claro de uma direção interna para fazê-lo. Criar o tempo e o espaço para ele ocorrer, no meio da prática de trabalho de saúde muito intensa e responsabilidades familiares, foi uma das primeiras tarefas deste Jejum Espiritual. O processo inteiro de jejum, incluindo o tempo para deixar o jejum, levou ligeiramente mais de dois meses. O jejum terminou com três dias de água destilada. A razão para apenas três dias desta água foi que o jejum era principalmente um tempo para retiro e meditação, e quando o autor está com água por mais de três dias, a energia para meditação tende a cair.

A energia, após as duas primeiras semanas de desintoxicação, se tornou alta e estável. Foi fácil estender o tempo de meditação sentado. Após os primeiros vinte dias, a energia desta pessoa começou a se mover mais e mais para dentro. Nas outras duas semanas, as horas de meditação gradualmente aumentaram até nove horas por dia. Durante esse tempo, o autor fez longas caminhadas para tonificar o corpo. O estado de Comunhão com Deus, consciência da Unidade, não dualidade, harmonia, e Amor pareciam estar se aproximando em uma proporção cada vez mais alta de consciência desperta. O corpo estava claramente se tornando um melhor supercondutor. Esta pessoa podia sentir a energia pulsando através dela, freqüentemente, durante o dia. Em torno do trigésimo quinto dia, esta pessoa se tornou consciente do fluxo, do que é chamado o néctar interno (amrita) na ioga, para dentro do espírito psico-espiritual. Fisiologicamente falando, isto está provavelmente conectado com a liberação de endorfinas, do fluxo de prana aumentado para dentro do sistema. Este néctar parecia aumentar o nível de êxtase ainda mais. É uma forma de nutrição interna.

O ponto de mudança crítico, no jejum, foi os últimos três dias com água destilada. Este tempo foi passado, longe de casa, em silêncio total, em um retiro isolado na montanha. Para surpresa dessa pessoa, foi relativamente fácil meditar nove horas por dia, que é mais do que o autor tinha meditado antes. Às vezes, quatro horas de meditação contínua passavam, no que parecia ser alguns minutos. A mente se tornou tão sem pensamentos que, em meditação, ela simplesmente se dissolvia na Luz de Deus, por horas. Não havia corpo, nem desejos, nem pensamentos, nem mente. Apenas Deus, comunhão de amor inquebrantável com Deus, por horas. Ficou claro que os Essênios sabiam o que estavam fazendo. Nestes últimos três dias de meditação, apenas um vago sentido da consciência, sem forma do EU SOU, permanecia como o último pedaço de identidade. Esta pessoa se tornou um nódulo Divino nesta Comunhão. Quer estivesse meditando formalmente, ou apenas Sendo, o Amor existia com a única consciência. Apenas Ser era o suficiente. As flores floriam, a luz irradiava E EU ERA AQUILO.

Durante o tempo entre a fusão da mente na Luz, em meditação, o prana cósmico parecia penetrar até o ADN microcósmico das células. Era um senso total de ressonância Unitária com o cosmo. O chacra coronário parecia completamente desperto e ativado. O fluxo de energia para dentro dele, que tinha aumentado nos dezoito meses anteriores, estava entrando no topo da cabeça desta pessoa em uma incrível pulsação sem pulso. A coroa toda tornou-se um vórtice de energia girante, conectando esta pessoa com a dança do cosmo. Desde esta época ele nunca tem diminuído. Esses três dias marcaram a abertura completa do chacra coronário. Durante estes três dias, esta pessoa bebeu muito pouca água, pois este prana e a luz solar se tornaram os principais alimentos. Não havia nenhuma preocupação específica em manter o protocolo do jejum, e, portanto, não ter que beber ou movimentar os intestinos fazia com que esta pessoa descansasse como um nódulo extático Divino. É possível que, se isto continuasse por mais do que três dias, esta pessoa podia ter deixado o corpo permanentemente. Esta maravilhosa Comunhão Amorosa com Deus era tão forte que a morte do corpo parecia completamente secundária. Isto era uma não confrontação com a morte. Na transcendência, a morte é uma piada. Não há morte para o Eu Transcendente; o corpo pode morrer, mas nós claramente não somos o corpo, ou mesmo a mente. Pensar que somos a personalidade e o corpo é um caso de falsa identidade.

Muitos insights espirituais e compreensões cristalizaram durante este período. Era claro que Deus tinha dado o presente de três dias de Transcendência. Três dias de moksha completo. Estava claro que estar deitado como um nódulo transcendente e Divino, ressoando como o cosmo, em comunhão inquebrantável com Deus, não era o papel imediato desta pessoa nesta peça teatral do mundo. Ser uma pessoa livre é ser a Vontade de Deus, ao invés de estar em um estado específico, mesmo que este estado seja a Transcendência extática direta da Comunhão Total. O complexo corpo-mente foi tão transmutado, por este jejum de 40 dias, que após alguns dias de jejum e retiro, a qualquer momento, é possível agora entrar em um estado sustentado de Divino, nódulo transcendente de moksha. O que existe, como tarefas mundanas, são realizadas em uma consciência transcendente, viva, intuitiva, sólida da Unidade, harmonia, e estado de Unidade do mundo, como EU SOU AQUILO.

Simultaneamente à consciência de Unidade acontece um confortável reconhecimento da aparente dualidade na qual todos vivemos. A motivação para este jejum se revelou como uma sintonia com a Vontade de Deus ao invés de um objetivo abstrato. O autor, por responsabilidade, não se posiciona nem a favor nem contra fazer um jejum como este por ano como uma prática espiritual regular. Isso é devido à falta de experiência em jejuns repetidos de 40 dias e à falta de outra pessoa com informação atualizada a respeito de tais jejuns. A experiência obtida deste jejum muito provavelmente está relacionada a muitos anos de meditação e disciplina espiritual prévia. Este relato não implica em que simplesmente ao jejuar por 40 dias todos teremos imediatamente experiências transcendentes ou estaremos sustentados em moksha.

Em 1995 esta pessoa recebeu a intuição de fazer um jejum de água de 21 dias. Foi outra experiência profunda que levou a uma experiência visionária de YHWH por 12 horas no vigésimo primeiro dia. Após essa poderosa iniciação no mantra ele se tornou o próprio mantra desperto e ativo para Shaktipat/S`micha l`shefa. Os quatro princípios essênios básicos modernos, aceito por todos os grupos essênios nos Estados Unidos, também foram recebidos por esta pessoa.

Para fornecer uma compreensão mais profunda do jejum, o último livro da série nutricional do autor será sobre o jejum espiritual.

Resumo Capítulo 23

1-O jejum tem a sua história nas observações religiosas e espirituais de quase todas as religiões do mundo. Uma grande parte está na herança judaico-cristã, conforme exemplificado por Moisés, Elias e Jesus. Jejum e meditação eram as práticas espirituais das comunidades místicas essênias- judaicas onde Jesus teria vivido.

2-O jejum, em seu sentido mais estrito, é a abstinência completa de comida e água. Em um contexto mais amplo significa abster-se daquilo que é tóxico para a mente, corpo e espírito. Jejum também pode significar abster-se dos níveis mais densos da nossa dieta, tal como jejuar de carne para um comedor desta, ou de laticínios para um lactovegetariano.

3-O jejum permite que o nosso corpo se mova em direção à absorção de densidades mais sutis da energia cósmica ao invés da densa energia biomolecular da comida.

4-Aumentando a quantidade de prana cósmico que entra no corpo, o jejum facilita a possibilidade de alcançar a energia crítica necessária para despertar a Kundalini. O aumento no prana cósmico também aumenta a energia de uma Kundalini já desperta.

5-Acelerando a purificação do corpo, o jejum permite que a força espiritualizante da Kundalini opere mais completamente na transformação do corpo.

6-O jejum nos ajuda a superar a ação dos desejos corpóreos na mente e torna mais fácil para a mente se fundir em estados mais elevados de Comunhão com Deus.

7-O ato de jejuar, particularmente o Jejum Espiritual de 40 dias com meditação, é um sacrifício místico do corpo e da mente para Deus. É a morte mística do ego.

8-A fisiologia normal do jejum é baseada na excreção de toxinas e na autólise das células mortas e degeneradas. A autólise não ocorre nas células saudáveis até que todas as células mortas e degeneradas sejam destruídas. O tempo normal para parar o jejum é quando este primeiro passo se completou.

9-Durante o jejum devemos dar uma atenção extra ao suporte dos sistemas de eliminação do corpo como a pele, rins, fígado, intestinos e pulmões.

10-Especialistas em jejum acreditam que jejuns intencionais de sete a dez dias são completamente seguros. Jejuns terapêuticos de quatorze a vinte e um dias são a norma nas clínicas européias.

11-Mulheres grávidas e lactentes, pessoas que estão com mais de cinco quilos abaixo do peso, doenças degenerativas que as fazem sofrer, má nutrição severa e doenças desgastantes, normalmente não devem jejuar.

12-Foram dadas diretrizes gerais para jejuns de limpeza e para o jejum espiritual, junto com as programações recomendadas.

13-Há uma diferença entre jejuar como um suporte geral para a vida espiritual e jejuar como uma prática espiritual ativa.

14-O jejum espiritual de 40 dias foi discutido, mencionando-se a experiência do autor nesse tipo de jejum, assim como o jejum de água de 21 dias.

15-O jejum, especialmente o jejum espiritual, e uma dieta de comida viva, com um estilo de vida que inclui ioga e meditação, são as formas mais poderosas e naturais de ativar os genes de anti-envelhecimento.

 

 


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